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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Segundo OCDE, Crescimento do Brasil cairá para 3% em 2009

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A economia brasileira vai perder uma parte de seu ímpeto devido ao endurecimento das condições de crédito na primeira metade de 2009, um ano no qual o crescimento cairá para 3%, enquanto em 2010 aumentará para 4,5%, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Assim como em 2008, a demanda doméstica se manterá como o principal vetor da economia brasileira, que deve terminar com uma alta de 5,3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) - tinha chegado a aumentar a um ritmo de 6,1% no segundo trimestre -, afirma a OCDE em seu relatório semestral de perspectivas, publicado nesta terça-feira.

Dentro do capítulo do relatório dedicado às principais economias emergentes, seus autores constatam que os indicadores recentes do Brasil, como os das vendas ou as capacidades de produção industriais, indicam "uma desaceleração da atividade nos próximos meses".

Os autores do documento advertem que um agravamento da crise financeira mundial e da demanda global são os principais riscos que pesam sobre a economia brasileira, que também poderia ser afetada por uma queda ainda maior dos preços das matérias-primas ou por uma desconfiança dos investidores.

Um dos pontos delicados da atual conjuntura para o Brasil é a inflação, que subiu em meados do ano e se encontra acima do objetivo das autoridades monetárias (este ano deveria fixar-se em uma média de 6,3%), que responderam com um aumento das taxas de juros para 13,75% ao ano.

A OCDE prevê que nos próximos meses a desvalorização do real aumentará ainda mais a pressão sobre uma inflação, que tem como principal causa o aumento da demanda.

No entanto, a organização acredita que a médio prazo esses elementos desaparecerão e o barateamento das matérias-primas permitirá que o índice de preços ao consumidor diminua para uma média de 5,3% em 2009 e para 4,5% em 2010.

Outro elemento negativo é que a crise global deteriorou as condições de financiamento externo da economia brasileira.

Os autores do estudo consideram possíveis os cálculos do Governo, que elaborou seu orçamento para 2009 e esperam um superávit das contas públicas de 3,8% do PIB (o mesmo número que deveria repetir-se ao ano seguinte), depois que este ano o excedente se situará em 4,4%.

Esse superávit responde à força do mercado de trabalho formal graças às criações de emprego, que aumenta os fundos de Pensão e reduz o pagamento de auxílios.

Por:Terra Economia
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Dengue deixa 71 municípios do Brasil 'em alerta'

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A classificação inclui as localidades onde foram encontrados focos do mosquito em 1% a 3,9% dos domicílios visitados.

Entre as capitais em estado de alerta estão Salvador (3,4%), Porto Velho (3,3%), Rio Branco (3,3%) e Rio de Janeiro (2,9%).

A pesquisa do Ministério da Saúde foi realizada em 161 municípios. O grupo considerado em situação “satisfatória” (menos de 1% de domicílios infestados) subiu de 53,8% para 57,8%.

A situação é considera “de risco” (acima de 4%) em cinco municípios: Epitaciolândia (AC), Várzea Grande (MT), Mossoró (RN), Itabuna (BA) e Camaçari (BA).

Dessas cidades, o pior índice foi registrado em Epitaciolândia, localizada na divisa com a Bolívia. Ali, o índice médio ficou em 7,4% - contra 1,1% no ano passado.

Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro, que passou por um surto de dengue no início do ano, conseguiu reduzir seu índice médio, de 3,7% para 2,9%. No entanto, a cidade ainda apresenta o pior índice de todo o Estado.

Algumas cidades fluminenses também apresentam regiões críticas. O município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tem índice médio de 0,9%, mas em alguns bairros o índice sobe para 9,8%.

Em São Paulo, apenas três municípios encontram-se em alerta. O Ministério da Saúde chama atenção para a cidade de São Sebastião, no litoral, onde o índice de infestação subiu de 2,3% para 2,8%.

A região Sul apresenta os melhores índices do país, com 0,6% de domícilios infestados. No ano passado, porém, esse número era zero.

Combate

Durante a divulgação do relatório, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez um pedido para que as equipes de transição – que estão para assumir as prefeituras – não esperem até o ano que vem para adotar estratégias contra a dengue.

“As ações devem começar já”, disse o ministro.

Ele informou ainda que a verba para combate à dengue ganhou mais R$ 200 milhões este ano, somando agora R$ 1,08 bilhão.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que vai colocar à disposição do Ministério da Saúde um efetivo com 2,321 mil militares.

Eles serão chamados a campo quando e se houver necessidade e estarão a postos em 24 horas, segundo Jobim.

“Antes se recorria ao Exército em cima de um fato já ocorrido, o que levava normalmente 15 dias”, disse o ministro.

Foco

O levantamento mostrou ainda quais são os principais focos da doença em cada região.

No Nordeste, o abastecimento precário de água foi responsável por 62,1% dos focos encontrados.

“Não podemos destruir esses depósitos. Precisamos ter investimentos básicos nessas regiões em relação a isso (abastecimento)”, disse Jobim.

Já na região Sudeste, os vilões são os depósitos domiciliares, que incluem, por exemplo, vasos e pneus destampados. Esses recipientes responderam por 48,7% dos focos de mosquito encontrados.

Por: BBCBrasil.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Brasil não vai escapar de impactos da crise

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O economista-chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial, o chinês Justin Yifu Lin, afirmou nesta quarta-feira que não há dúvidas de que a crise afetará os países emergentes, incluindo o Brasil. "A economia brasileira não vai conseguir escapar dos impactos indiretos da crise da economia real", disse.

Os "impactos indiretos", segundo ele, são a redução das exportações, queda nos preços das commodities e menos investimentos estrangeiros diretos.

Mas o economista não acredita que o País entrará em recessão por causa da crise. "O Brasil é um país que hoje conta com um volume significativo de reservas. E, em função disso, eu acredito que vai conseguir cruzar essa crise de forma relativamente satisfatória e manter ainda uma boa taxa de crescimento", avaliou. "Uma vantagem é que a economia brasileira tem sido bastante dinâmica nos últimos quatro, cinco anos", concluiu.

Yifu Lin afirmou ainda que a entidade deve aumentar os investimentos em países emergentes como forma de combater os efeitos da crise financeira mundial.

Segundo Lin, que participou de palestra no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Banco Mundial pretende triplicar o aporte de recursos em países de "renda média" já no próximo ano.

"O Banco Mundial tem a compreensão clara de que essa crise irá afetar os países em desenvolvimento. E, de modo a minimizar os impactos dessa crise, dará passos concretos para ajudar os países em desenvolvimento", disse ele.

"O Banco Mundial irá triplicar os seus empréstimos de longo prazo para países de renda média. No ano passado, o volume de empréstimos para países nessa situação foi de US$ 13,5 bilhões e esse valor será triplicado para US$ 35 bilhões", acrescentou o economista.

Ele ressaltou que este volume de recursos ainda não está totalmente "disponibilizado", mas que a entidade está trabalhando para viabilizar os investimentos, que serão oferecidos com base nos mesmos critérios usados pelo Banco Mundial atualmente. "Esse é nosso compromisso. Isso será implementado", declarou.

Em entrevista antes do evento, Lin ressaltou que a crise financeira já chegou à economia real e um acréscimo nos investimentos seria uma forma de compensar perdas provocadas pela redução na atividade econômica.

"Em função dessa intenção mais ampla, a aprovação desses projetos será acelerada, de modo a minimizar o impacto da redução geral do comércio", ressaltou.

Por: Terra.
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Sou Cleyton Bonamigo, natural de Marau/RS, estudante, com 16 anos e praticante na área de Web Desenvolvimento. Também gosto muito de esportes, começei com 12 anos a praticar lutas, especificadamente Kick boxing, agora com 17 anos estou praticando luta Muay Thai e estou fazendo academia de musculação.

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