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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

BC reduz compulsório de bancos e coloca mais R$ 23,2 bi na economia

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira mais duas mudanças nos depósitos compulsórios dos bancos com o objetivo de injetar outros R$ 23,2 bilhões para o sistema financeiro nacional.

Depois da redução de juros promovia pelos bancos centrais internacionais, o BC decidiu anunciar essas novas medidas para colocar mais "liquidez no mercado" (dinheiro disponível).

O compulsório é a parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos precisam recolher junto ao BC. Esse mecanismo ajuda a autoridade monetária a controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia.

Em uma das alterações, que coloca R$ 6,3 bilhões na economia, o BC mudou o desconto dado aos bancos no recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo. Os bancos continuam obrigados a recolher 15% daquilo que os clientes depositam, mas poderá descontar desse valor R$ 700 milhões. Desde 2004, o desconto era de R$ 300 milhões.

A outra medida mexe com o adicional de recolhimento compulsório, que vale para depósitos a prazo, a vista e poupança. Nesse caso, foram reduzidas as alíquotas para os dois primeiros tipos de depósitos de 8% para 5%. A da poupança continua em 10%. A medida vai colocar mais R$ 16,9 bilhões na economia.

O impacto das duas medidas começa a ter efeito, respectivamente, nos dias 13 e 10 de outubro (próxima semana).

Liberação

Essa é a terceira mudança no compulsório promovida pelo BC desde o agravamento da crise internacional de crédito.

Com as duas alterações anteriores, o total liberado na economia já chega a R$ 60 bilhões. Em agosto, o BC havia recolhido cerca de R$ 260 bilhões em todas as modalidades de compulsório.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Apesar de leilão do BC, dólar comercial volta a subir

São Paulo - Mesmo com a intervenção do Banco Central no mercado de câmbio com a venda de dólares, a moeda voltou a subir e por volta das 12h25, avançava 1,41%, cotada a R$ 2,231 na venda.

O BC realizou nesta manhã um leilão de contratos de swap cambial tradicional.Nesse tipo de leilão, a autoridade monetária assume posição vendedora em câmbio e compradora em juros.

É o segundo dia consecutivo que o BC faz oferta de contratos de swap cambial tradicional. Segundo dados do Banco Central, foram ofertados ao mercado US$ 2,3 bilhões e vendidos US$ 1,359 bilhão.

O cenário externo também colabora para a desvalorização do dólar hoje. Entre os motivos desse movimento de moedas destacam-se as medidas anunciadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) para melhorar a solvência do sistema financeiro, com a compra de commercial papers.

Os investidores comemoram também a informação de que o governo francês garantirá 100% dos depósitos e o anúncio de que os ministros de finanças da União Européia concordaram em elevar o nível mínimo das garantias para os depósitos de pessoas físicas de 20 mil para 100 mil euros.

Fonte: UOL

Fiquei sabendo que ontem a bolsa caiu 15%, mas recuperou 10%, hehehehe em meia hora de recesso caiu 10%, imagina o desespero dos caras lá.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

MP autoriza BC a socorrer bancos em dificuldade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira medida provisória que autoriza o Banco Central a adquirir carteiras de crédito de bancos no país por meio de operações de redesconto.

A autoridade monetária também poderá fazer empréstimos em moeda estrangeira a instituições financeiras. Caberá ao Conselho Monetário Nacional definir as garantias a serem aceitas nessas operações.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que a MP ajuda a preservar a economia brasileira dos efeitos da crise financeira global, mas que, no momento, ele não vê necessidade de as operações serem postas em prática.

"Hoje não vemos necessidade de exercer essa prerrogativa, na medida em que já foram tomadas outras medidas que permitem aos bancos maiores adquirirem as carteiras dos bancos menores", afirmou Meirelles a jornalistas.

"Mas a boa técnica prudencial diz que é importante que um país tenha um emprestador de última instância com todos os recursos necessários."

O BC atualmente já empresta recursos para bancos, mas as operações são de curtíssimo prazo, geralmente overnight.

A Lei de Responsabilidade Fiscal já permitia operações de redesconto em prazos mais longos, disse Meirelles, mas a MP era necessária para dissipar questionamentos jurídicos, principalmente no que diz respeito às garantias oferecidas pelos bancos.

Agora, o CMN fará nos próximos dias uma reunião extraordinária para estabelecer os ativos que podem ser oferecidos pelos bancos em garantia a essas operações, que serão feitas "na medida da necessidade", segundo Meirelles.

Na semana passada, o BC flexibilizou a regra do recolhimento compulsório de depósitos bancários a prazo, para permitir que os bancos utilizassem parte desses recursos para adquirir carteiras de crédito dos bancos pequenos e médios.

Segundo Meirelles, "uma série" de operações nesse sentido foram fechadas nesta segunda-feira, mas ele não deu detalhes.

A MP também permite que as empresas de leasing sejam autorizadas a emitir títulos de crédito denominados Letra Arrendamento Mercantil.

Mais cedo, o presidente do BC já havia anunciado em uma primeira entrevista coletiva à imprensa que o BC passará a usar parte dos recursos das reservas para adquirir títulos "de primeira qualidade" de bancos brasileiros no exterior, por meio de leilão, com o compromisso de revenda.

Meirelles afirmou que as mudanças da MP não foram também anunciadas mais cedo porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quis primeiro discutir as mudanças com as lideranças da base aliada com quem se reuniu no Palácio do Planalto durante a tarde.

As primeiras informações sobre a MP foram anunciadas a jornalistas por deputados que participaram do encontro.

Meirelles reiterou que o sistema financeiro não vive um problema de solvência e está sofrendo apenas com a falta de liquidez "importada" do exterior.

"Temos que reagir ao que acontece no mercado internacional, o problema é externo."

Segundo uma fonte do governo, que pediu para não ser identificada, o foco principal da possibilidade de o BC comprar carteiras de bancos visa principalmente ajudar as instituições menores.

(Reportagem adicional de Natuza Nery)

Fonte: IG

Nossa, as vezes nem fizemos parte de como essa crise no mercado financeiro pode afetar aos trabalhadores normais também, isso pode afetar a todos, e também eu não fazia idéia de como era tão séria isso.

Eu particularmente ignorava essas notícias, agora estou lendo tudo, é sempre bom ficar por dentro do mercado monetário.
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Marau, Rio Grande do Sul, Brazil
Sou Cleyton Bonamigo, natural de Marau/RS, estudante, com 16 anos e praticante na área de Web Desenvolvimento. Também gosto muito de esportes, começei com 12 anos a praticar lutas, especificadamente Kick boxing, agora com 17 anos estou praticando luta Muay Thai e estou fazendo academia de musculação.

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