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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Segundo Mantega governo vai baixar imposto para a compra de motos

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta quinta-feira (20) que o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nos financiamentos para compra de motocicletas, ciclomotores e motonetas será reduzido de 3,38% para 0,38%. De acordo como ele, a redução depende apenas da edição de um decreto presidencial, que, segundo ele, sairá "o mais rápido possível."

Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), principal representante do setor, mostram que as vendas de motos despencaram 24% de setembro para outubro deste ano, devido, principalmente, aos reflexos da crise financeira internacional. O principal efeito, que também foi sentido por outros setores, foi a contração do crédito.

"Nós estamos reduzindo os 3% de IOF que incidem no crédito para a venda de motos. Estamos barateando os custos dos financiamentos para motos para estimular o seu consumo, que caiu em função da recessão no crédito e aumento do custo financeiro", disse Mantega a jornalistas.

Segundo ele, o governo deixará de arrecadar R$ 300 milhões por ano com a medida. "Mas, se você imaginar que teria uma queda nos finciamentos [por conta da redução das vendas], o impacto é quase zero [na arrecadação]. Se não tomar a medida, você corre o risco de não ter a venda. Então, você não faturaria mesmo", acrescentou Mantega.

O ministro informou ainda que teve, na última semana, uma reunião com os principais bancos que concedem financiamento para o setor. Segundo ele, as instituições financeiras se comprometeram a reduzir o valor da prestação inicial. Antes da crise, cobravam 10% do valor total de entrada. Após a piora da crise financeira, passaram a cobrar 20%. "Eles [bancos] se comprometeram a voltar para 10% [o valor da entrada] para reativar o financiamento de motos", concluiu.

Por: G1
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Governo anuncia verba de R$ 1 bilhão contra a dengue

O governo federal planeja gastar mais de R$ 1 bilhão no combate à dengue neste ano, contra R$ 807,8 milhões gastos no ano passado. A verba foi anunciada nesta segunda-feira pelo ministro da saúde, José Gomes Temporão, no lançamento do programa "Brasil Unido contra a Dengue".

Do total, R$ 740,2 milhões serão usados exclusivamente para a prevenção e combate a doença. Outros R$ 40,3 milhões devem ser usados na campanha publicitária, que será veiculada a partir da próxima segunda-feira, dia 20 de outubro. Os R$ 13,3 milhões restantes serão usados para compra de equipamentos, veículos e máquinas.

Além da verba disponibilizada pela União, o ministro também espera que os Estados e municípios invistam dinheiro na luta contra a dengue.

Além da promessa monetária, Temporão também anunciou uma parceria com o Ministério da Defesa. Em conversa na semana passada com Temporão, o ministro da defesa, Nelson Jobim, colocou as Forças Armadas a disposição no combate a doença.

Articulado desde o mês de abril, o programa será focado principalmente em doze Estados. Cada um deles tem um plano de ação individual, de acordo com as necessidades da região.

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro deve incorporar 2.500 bombeiros para o combate a doença a partir do dia 3 de novembro. O município também terá 200 mil capas para caixa d`água distribuídas. Elas devem ajudar a diminuir o número de foco dos mosquitos.

O ministro criticou a desorganização do sistema de saúde do Rio, onde ocorreu uma epidemia de dengue no último verão. Porém, ele se mostrou otimista com o futuro da cidade na saúde pública. "Todos os candidatos, já no primeiro turno, colocaram saúde como uma questão primária".

São Paulo

Segundo o ministro, o enfoque principal no estado de São Paulo será dado à Baixada Santista e às cidades próximas a Campinas.

Na Baixada, onde há um grande fluxo de pessoas que podem trazer a contaminação de fora do país, será priorizado o combate ao vetor, para evitar a disseminação do vírus. Já em Campinas, o principal será um mapeamento detalhado do risco na região.

As verbas no estado alcançarão R$ 68,7 milhões e serão direcionadas à 55 secretarias municipais da saúde. O ministério também entregou, para o combate da doença em São Paulo, 47 veículos e 22 equipamentos num total de R$ 1,9 milhão.

Aumento do número de casos

O número de casos de dengue no Brasil, entre janeiro e agosto deste ano, aumentou 42,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2007, foram 514.589. Já neste ano, foram 734.384, sendo 240.411 somente no Rio de Janeiro.

Segundo o ministério da saúde, o número de mortes saltou de 158 no ano passado para 212 até agosto deste ano. Os casos de óbito, no entanto, diminuíram proporcionalmente, de 10,25% do total de casos de dengue em 2007 para 5,98% em 2008.

O ministro se mostrou insatisfeito e falou que estes números estão "completamente fora de qualquer parâmetro razoável".

Vacina

Temporão falou que existem pesquisas no Brasil para achar uma vacina eficaz contra a dengue. Mas ele disse que a saúde pública não pode depender delas, pois as pesquisas ainda estão longe de encontrar um resultado eficaz. "Antes de 5 anos não teremos essa vacina, nós temos que trabalhar com o que temos".

Novas tecnologias

Serão implementadas, em fase de teste, novas tecnologias para a prevenção da dengue. Em 11 municípios, serão instaladas armadilhas para o mosquito com monitoramento em tempo real. Os aparelhos devem enviar os dados para uma central e isso deve ajudar a mapear os casos da doença.

Um novo teste de sangue, que dá o diagnóstico em menos de 15 minutos, deve ser disponibilizado no SUS de 10 cidades no Brasil.

Outras três localidades testarão um sistema em que pessoas informam, via Internet, semanalmente sobre a transmissão ou suspeita de dengue na sua localidade.

Fonte: UOL
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Lula diz que, se a crise exigir, cortará investimentos do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10), em sua primeira entrevista exclusiva a portais de Internet, que o governo pode cortar gastos caso a crise financeira internacional se torne mais grave e exija esse tipo de medida. O G1 foi um dos portais presentes.

O presidente voltou a descartar adotar um pacote para enfrentar as conseqüências da crise.

“Meu papel é passar serenidade para a sociedade brasileira. Falar a verdade absoluta ao povo brasileiro. Na medida em que essa crise chegar ao Brasil e tiver implicação na diminuição dos investimentos ou o governo for obrigado a diminuir os investimentos, com a mesma serenidade que estou dizendo que o Brasil está num momento bom, eu vou dizer: companheiros, amigos e amigas, a situação está se agravando e nós vamos ter que fazer isso, fazer isso e fazer aquilo. E anunciar as medidas”, disse.

O presidente reclamou das pessoas que criticam sua serenidade em relação a crise e comparou sua posição a de uma visita a um paciente no hospital.

“Tem gente que fala: mas o presidente está muito otimista, não está vendo a crise. Ora, meu Deus do céu. Eu sou o tipo de gente que, quando vai visitar alguém no hospital, não fico contando para ele quantas pessoas já morreram daquela doença. Eu fico contando para ele daquelas pessoas que tiveram a doença e se curaram. Ou eu fico falando de outra coisa para não falar da doença. Porque tem gente que vai no hospital visitar um coitado que está quase na fase terminal e começa: ah, ontem morreram três com essa mesma doença, ontem morreram quatro. Eu não sou esse tipo de gente”, argumentou.

Pacote
Ele voltou a negar que criará algum pacote para enfrentar a crise financeira internacional. “Tenho evitado trabalhar com pacote. Tenho dito ao Guido [Mantega, ministro da Fazenda] e ao [Henrique] Meirelles [presidente do Banco Central] que, pacote atrás de pacote, este país já quebrou a cara muitas vezes. Então, eu prefiro ir tomando as medidas pontuais, quando for necessário. Não é porque o médico fala que você tem que tomar 20 injeções que você toma todas de uma vez. Aí você vai se curar melhor do que tomar todas de uma vez. Comigo não tem pacote. Comigo será medida a medida, quando for necessário tomar medidas”, afirmou Lula.

Programas Sociais

Lula voltou a dizer que não haverá restrições orçamentárias nos programas sociais do governo. Segundo ele, essas políticas custam barato e ajudam a acabar com a fome das pessoas.

“E os programas sociais vão continuar. Acho que a elevação e as conquistas sociais têm demonstrado que é capaz acabar com a fome. Todos os países do mundo podem fazer isso. Custa barato, muito barato e é muito eficaz. Ou seja, pouco dinheiro na mão de muita gente significa socializar as coisas nesse país. O Bolsa Família e os programas de investimento em educação, a saúde na escola, todos esses programas vão acontecer. O Pró-Jovem. Nós não iremos tirar um centavo desse dinheiro”, garantiu.

Natal extraordinário

Lula disse que continua acreditando que os brasileiros terão um Natal muito bom. “Eu continuo otimista de que a gente vai ter Natal extraordinário no Brasil. Até porque o Brasil, embora esteja vivo e participando da economia global... A crise não chega no mesmo tamanho a todos os países do mundo. No Brasil, nós não temos ainda nenhum grande projeto que sofreu qualquer arranhão."

Lula comparou a economia brasileira a uma pessoa imunizada por uma vacina. “A verdade é que o Brasil está mais preparado. É como se nós tivéssemos tomado uma vacina contra uma doença e ela está demorando para chegar ao Brasil. E, se chegar, talvez chegue numa proporção muito menor que está nos Estados Unidos, onde é o epicentro da crise”, comentou.

"É preciso que a gente dê às crises a dimensão que elas têm. A crise americana é profundamente forte, mas o Brasil está profundamente preparado. Essa é a diferença básica e, por isso, nós vamos continuar incentivando [o crescimento]", completou.

Ele admitiu, porém, que, se houver uma recessão grande nos Estados Unidos e ela se espalhar pela Europa e a China, o Brasil não ficará imune. “Obviamente que todos os paises irão sofrer. Agora eu estou convencido de que o Brasil sofrerá menos do que qualquer outro país a crise surgida nos Estados Unidos."

Contas públicas

Na avaliação do presidente, as contas públicas brasileiras estão bem e não precisam de ajustes. Ele voltou a dizer também que o sistema financeiro brasileiro não está envolvido com o mercado de sub-prime (de clientes com alto risco de inadimplência).

“O sistema financeiro está sólido, as finanças públicas brasileiras estão sólidas, a política fiscal do governo está muito sóbria e serena, as reservas nossas nos dão tranqüilidade. E até agora não há sinal de que a economia brasileira esteja envolvida no sub-prime”, salientou.

Liquidez

Lula disse também que o problema no Brasil é de liquidez. Segundo ele, o governo fará o possível para resolver isso. Ele disse ainda que se bancos brasileiros estiverem envolvidos com o mercado de sub-prime dos Estados Unidos isso vai aparecer.

“Isso é como boletim de criança que quer esconder do pai. Não adianta, um dia aparece. Então, é melhor que as pessoas contem logo para que se tome posição. Até agora não temos informação sobre isso no Brasil. Nosso problema hoje é de liquidez e nós queremos ajudar. Sobretudo em se tratando de ajudar os exportadores brasileiros”, afirmou o presidente.

Segundo ele, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, têm conversado sistematicamente com os banqueiros do país para avaliar a situação. Até agora, segundo ele, não há informações sobre um risco maior.

“Nós tomamos como primeira medida diminuir o compulsório para que os bancos grandes pudessem comprar as carteiras dos bancos menores. O que nós fomos informados depois é que havia uma pressão muito grande dos bancos grandes sobre os pequenos. Ou seja, é aquele negócio, as pessoas querem levar vantagem em tudo. Dá sinais de crise no mundo e ao invés de ter um mínimo de solidariedade cada um quer meter a mão e ganhar o máximo possível. Então o que nos fizemos, não vamos permitir que os bancos pequenos fiquem reféns dos bancos grandes. Isso vai ser muito importante porque os bancos pequenos vão ter garantia e provando a necessidade o BC fará o redesconto”, explicou o presidente.
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Marau, Rio Grande do Sul, Brazil
Sou Cleyton Bonamigo, natural de Marau/RS, estudante, com 16 anos e praticante na área de Web Desenvolvimento. Também gosto muito de esportes, começei com 12 anos a praticar lutas, especificadamente Kick boxing, agora com 17 anos estou praticando luta Muay Thai e estou fazendo academia de musculação.

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