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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Os 12 trabalhos de Obama

Diante da histórica eleição de Barack Obama para a Presidência americana, dois clichês rapidamente se formaram. O primeiro, dizer que tudo vai mudar, tanto nos Estados Unidos como no mundo. O segundo, dizer que nada vai mudar. Ambos estão, logicamente, errados. O senador por Illinois não poderia ser mais diferente do que George W. Bush, e seu governo pouco lembrará o do antecessor. Mas os Estados Unidos continuam sendo o mesmo país, como bem disse nosso repórter Bruno Garcez. Podemos, sim, esperar mudanças, mas provavelmente não tão profundas ou tão rápidas como gostariam os admiradores de Obama mundo afora.

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O candidato democrata não foi eleito apesar das coisas que disse em campanha, mas exatamente por causa do que defendeu. Diferentemente de Luiz Inácio Lula da Silva, Barack Obama não precisou divulgar uma "carta ao povo americano" para convencê-los de que, uma vez na Casa Branca, ele agiria de forma diferente do que vinha fazendo até então. Obama certamente não retirará as tropas americanas do Iraque da noite para o dia, mas os eleitores lhe deram a vitória sabendo do seu compromisso em fazê-lo. Obama fez campanha defendendo aumento de impostos para uma minoria de alto poder aquisitivo e redução da carga para a maioria, numa espécie de programa de distribuição de renda, e é isso que o eleitorado espera. Na sua primeira entrevista coletiva, reafirmou essa disposição, que segue na contramão da política econômica de Bush.

Mas as tarefas de Obama, como muitos já disseram, não serão fáceis. Serão árduas, exigirão o melhor do julgamento, resistência e inteligência do presidente e sua equipe. Serão, podemos dizer, verdadeiros trabalhos de Hércules. Mas quais seriam eles exatamente? Sob inspiração mitológica, é possível imaginar, para os próximos quatro anos, os 12 trabalhos de Barack Obama.

1) Vencer a crise econômica. Só isso já seria comparável ao que Hércules teve de fazer, mas a lista continua.
2) Sair do atoleiro do Iraque. Retirar tropas em 16 meses ou não? Qualquer que seja a solução, ele sabe que terá de encontrá-la.
3) Afastar o risco de uma corrida nuclear na Ásia/Oriente Médio por meio de uma relação construtiva com o Irã que reduza as chances de o país ter a bomba.
4) Reduzir a influência do Talebã no Afeganistão e fortalecer o governo do país, o que exigirá não apenas esforço militar, mas assistência humanitária e uma ação política muito mais efetiva do que demonstrou o governo Bush.
5) Conter o avanço do extremismo sobre o Paquistão e ajudar a pacificar o país, onde o conflito afegão segue ameaçando se instalar de vez.
6) Estabelecer uma nova e mais positiva relação com a Rússia, neste período de pós-pós-Guerra Fria. Não depende só de Obama, logicamente, mas o futuro presidente terá de aprender logo como se faz para domar um urso.
7) Abraçar a luta contra o aquecimento global. Cuidar do meio ambiente enquanto enfrenta uma crise econômica é algo para o qual Hércules provavelmente jogaria a toalha, mas o mundo exige ações. Além disso, o presidente eleito sabe que sua biografia será medida de acordo com seus esforços para combater a maior ameaça ao planeta que já existiu.
8) Fechar a prisão na baía de Guantánamo. Trata-se da maior mancha na imagem internacional dos Estados Unidos, e manter o presídio dará combustível aos que dizem não haver muita diferença entre Obama e Bush.
9) Oferecer aos americanos um serviço de saúde público ou subsidiado de (relativa, pelo menos) qualidade.
10) Adotar uma política de imigração mais amena, para satisfazer o eleitorado latino, mas sem parecer "fraco" num tema sensível aos americanos.
11) Fortalecer e reformar organismos políticos e econômicos internacionais, como o FMI, o Banco Mundial e a ONU.
12) Garantir sua reeleição.

É muito? Sim. É possível? Dependendo das condições políticas e econômicas, dentro e fora dos Estados Unidos, sim. Será feito? Se 30% do listado acima for conseguido, o primeiro presidente negro da história americana já será um herói.
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sábado, 8 de novembro de 2008

Vitória de Obama Dispara Compra de Armas

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As vendas de rifles, pistolas e munição estão aumentando em várias partes dos Estados Unidos, já que muitos proprietários de armas temem que a administração do presidente eleito Barack Obama possa dificultar a posse de certos tipos de armas.

"No dia depois da eleição, tive muito mais ligações do que de costume de pessoas procurando por rifles semi-automáticos," contou David Greenberg, dono da loja Second Amendment Family Gun, em Bisbee, Arizona, que esgotou seu estoque de rifles AR-15 nos últimos dias.

"Parece haver um medo de que eles serão banidos, e isso é bem provável," acrescentou. "Obama e Biden estão dispostos a eliminar as armas de fogo do país."

Lojas de armas e grupos comerciais haviam informado um aumento na venda de armas de fogo nos dias que antecederam a vitória do democrata Barack Obama e do vice-presidente Joe Biden, em 4 de novembro, que muitos consideram totalmente favoráveis ao controle de armas.

A Fundação Nacional de Esportes de Tiro, associação comercial de tiro, caça e indústria de armas de fogo, disse que as vendas de armas deram um salto de dez por cento este ano, baseado em suas análises da taxa de comercialização de armas de fogo e munição, e um porta-voz afirmou que o crescimento se intensificou sensivelmente antes das eleições.

"Proprietários de armas estão com medo do que Obama irá fazer com relação a elas", declarou o porta-voz Tony Aeschliman. "Ele tem uma história clara de ser contra nós."

Durante a campanha, Obama deixou claro seu apoio ao direito de possuir uma arma, embora ele e Biden apóiem o banimento permanente de armas de assalto - rifles semi-automáticos de estilo militar - e "medidas de senso comum" para manter as armas longe das crianças e criminosos, posições que geraram preocupação entre os entusiastas das armas.

"Sempre foi programa do Partido Democrata restringir a posse de arma," afirmou Jim Pruett, proprietário de uma loja de armas em Houston, cujas vendas do dia triplicaram no sábado antes da eleição, para 35 mil dólares.

Em McPherson, Kansas, o vendedor de armas Steve Sechler contou que a demanda num evento de armas no final de semana passado cresceu em mais de 50 por cento, com os clientes correndo para garantir sua arma, incluindo rifles Kalashnikov e AR-15.

"A maioria das pessoas estava lá amaldiçoando Obama e dizendo que precisavam proteger sua casa," disse Sechler.

Negócio em alta

Os adeptos de Obama dizem que os donos de armas não têm o que temer quando ele assumir o poder em janeiro. Entretanto, os lobistas da poderosa Associação Nacional do Rifle mostraram preocupação durante a campanha, falando que Obama era uma "séria ameaça à segunda emenda de liberdade."

Entre outras queixas, eles acusam Obama de apoiar o aumento de 500 por cento da taxa federal de circulação de armas de fogo e munição - comentário que ele fez como senador de Illinois em 1999, mas que não repetiu.

Em Scottdale, Arizona, o proprietário de loja de armas Manuel Chee vendeu todos os seus rifles AR-15, mas disse que preferiria ter vendas regulares e nenhuma perspectiva de retração - sejam elas reais ou imaginárias - no futuro.

"Eu preferia que o (senador republicano John) McCain ganhasse e que não houvesse um grande receio e que nós continuássemos com nossas vendas normais," disse Chee à Reuters.

"É melhor do dizer que agora nós vamos ganhar muito dinheiro por alguns meses, e poucos meses depois nossos negócios podem estar fechados," acrescentou.

Fonte: UOL Notícias
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Questão energética e crise financeira predominam no debate entre Obama e McCain

A quatro semanas das eleições, a crise econômica, os impostos e a questão energética predominaram o debate entre os candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Ambos os candidatos afirmaram que não vão aumentar os impostos para os contribuintes, apesar da troca de acusações dos dois afirmado que o adversário criará mais encargos.

Obama acusou McCain de propor corte de impostos para grandes empresas e afirmou que é injusto com a população. O democrata disse que terá que fazer "alguns cortes de impostos para grandes empresas, mas eles devem ser feitos com cautela". McCain, então, respondeu que Obama causará aumento de impostos de 50% das pequenas empresas e que com isso elas não poderão gerar empregos.

Em relação à crise financeira pela qual o país passa, Obama afirmou que ela é o veredicto final de uma política errada dos últimos oito anos e que foi apoiada por McCain. O democrata afirmou que é necessário fiscalizar o pacote financeiro aprovado recentemente e aplicar de uma maneira correta. Já McCain afirmou que tem um plano para resolver o problema e atribuiu isso à crise energética. "Não podemos mais enviar tanto dinheiro para o exterior", disse. Nessa questão, ambos os candidatos procuraram falar diretamente ao eleitor americano, tentando tranqüilizá-los.

Nessa questão, McCain completou dizendo que é "necessário renegociar os valores das hipotecas para que as pessoas possam manter suas casas. Só assim vamos voltar a criar empregos na América", afirmou.

Outro ponto que mereceu destaque entre os candidatos foi a questão energética. Obama afirmou que a energia alternativa vai criar milhares de empregos. "Temos que entender que a energia é uma questão de segurança nuclear". Segundo o democrata , o maior problema de energia é que por 30 anos os políticos não fizeram nada pela energia.

Para McCain é necessário criar energia nuclear, que, segundo ele, é segura e limpa. "Temos tecnologia para isso, mas Obama é contra isso", afirmou. O republicano também disse que é necessário investir em novas tecnologias verdes. "Precisamos de carros híbridos, carros movidos a bateria". Na questão energética, nenhum dos candidatos citou o uso dos biocombustíveis.

Na política externa, McCain afirmou que tem mais experiência para lidar com essa questão. "Somos pacificadores, o desafio é saber quando intervir, quando podemos fazer a diferença e evitar o genocídio e combater o terrorismo. Precisa ter experiência para saber quando fazer isso e eu acredito que tenho experiência", Para o republicano, Obama não entende isso: "ele teria que aprender isso ainda e nós não temos tempo para alguém aprender isso no emprego", completou.

Já Obama afirmou não entender como os EUA invadiram um país que não tinha nada a ver com os atentados do 11 de setembro, referindo-se ao Iraque e que essa decisão tinha sido defendida também por seu adversário. O democrata ainda associou às ações militares com os custos para o país. "Gastamos 700 bilhões de dólares com o Iraque e se continuar como McCain planeja, passaremos de 1 trilhão. Precisamos desse dinheiro para usar com o nosso povo", afirmou. Obama também ressaltou que é preciso combater o programa nuclear do Irã, que além de afetar os próprios EUA, prejudicaria Israel, "um de nossoa aliados mais fortes".

O debate, que aconteceu no auditório da Belmont University, em Nashville, no Estado do Tennessee contou com a participação do público, através de uma platéia composta de eleitores indecisos que fizeram perguntas e por expectadores que enviaram questões por e-mail previamente e o moderador, o jornalista Tom Brokaw, selecionou algumas delas para fazer aos candidatos.

Fonte: UOL
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Polícia detém autor de livro anti-Obama no Quênia

O autor americano de um livro anti-Barack Obama, o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, foi detido nesta terça-feira em Nairóbi, onde pretendia apresentar a obra, informou a polícia.

"Jerome Corsi foi detido e está neste momento no prédio do serviços de imigração [em Nairóbi]", afirmou, sob anonimato, uma fonte policial à France Presse.

De acordo com Carlos Maluta, uma autoridade da imigração em Nairóbi, o autor estava sendo detido por não ter uma autorização para trabalhar no Quênia. "Ainda não decidimos o que fazer com ele", disse Maluta à Associated Press.

Corsi pretendia apresentar "The Obama Nation" ("A Nação Obama", em tradução livre) em um hotel de Nairóbi. O pai do senador e atual candidato democrata nasceu no Quênia, o que rendeu a Obama uma grande simpatia na África. Microônibus têm a foto do democrata e comerciantes vendem camisetas estampadas com sua imagem.

Em um comunicado divulgado nesta semana, Corsi anunciou que exporia "as relações secretas entre o candidato presidencial democrata americano Barack Obama e parte dos líderes do governo queniano".

O oficial da polícia que falou sob condição de anonimato com a France Presse, no entanto, negou que a detenção tenha relação com o livro. "Como com qualquer outra pessoa, queremos ver os documentos dele", afirmou.

Fonte: Folha Online

Legal, um livro contra o candidato a presidencia dos EUA.
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Sou Cleyton Bonamigo, natural de Marau/RS, estudante, com 16 anos e praticante na área de Web Desenvolvimento. Também gosto muito de esportes, começei com 12 anos a praticar lutas, especificadamente Kick boxing, agora com 17 anos estou praticando luta Muay Thai e estou fazendo academia de musculação.

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